Rebaixado à Série D depois de uma campanha em que teve tudo para subir para a Série B do ano que vem, o Mixto recebeu o descenso com naturalidade. Não por resignação pura, mas porque já esperava um milagre do Gama em relação à partida decisiva contra o América, onde o time brasiliense acabou supreendendo a todos com uma vitória expressiva sobre o líder por 2 a 0, se mantendo na Série C e empurrando o Mixto para o abismo.
Mas a diretoria promete continuar a luta para deixar o clube forte. \"Já adiantamos, quando o time estava já em situação ruim, que continuaremos com nossa meta. Reconheçemos que cometemos erros, mas estamos felizes por termos aprendido e não vamos repetí-los, disse Eder Moares, presidente da Associação dos Amigos do Mixto (Afam), entidade que viabilizou economicamente o time, que, atualmente, disputa a Segunda Divisão e busca a volta à elite do futebol local.
Na noite desta segunda-feira, a Afam e mais alguns empresários e torcedores históricos do Mixto, se reunem às 21 horas para traçar os próximos passos do clube, o mais tradicional do Estado, com 24 títulos estaduais e cinco regionais. A idéia é subir para a Série A local, disputar a Copa Mato Grosso (que dá ao campeão o ingresso para a a Copa do Brasil 2010) e competir da Série D para acessar a C, buscando futuramente as Séries B e A.
Considerado o time que mais gastou -fala-se em R$ 450 mil/mês -, e mais de R$ 1,2 milhão em investimentos de logistica e infraestrutura, o alvinegro cuiabano fez uma campanha sofrível, embora a diretoria tenha feito todos os esforços para acertar e não faltou boa vontade. O time tomou 19 gols, e fez apenas seis quando tinha, em teoria, o melhor ataque: Buiú, ex-artilheiro do Estadual 2008, Tiziu, também goleador e os experientes Finazzi (ex-Corinthians) e Alex Dias, que passou por Vasco, Fluminense, São Paulo e Cruzeiro, entre entre outros grandes clubes.
Outro asunto que deve ser tratado na reunião é o fato do clube ter dispensado os jogadores Finazzi, Alex Dias e Rodrigo Ítalo, mas os três continuam em Cuiabá, hospedados no Intercity, um hotel de Classe A, comendo no Choppão, um dos melhores restaurantes da Capital, já que mesmo dispensados verbalmente, não assinaram a rescisão contratual.