Próximo de chegar à histórica marca dos 1.000 gols - segundo suas contas, claro -, Romário virou centro das atenções da imprensa esportiva carioca, brasileira e até mundial. Mas, se ele já não dá muita moral para os jornalistas do Rio e do Brasil, o que falar então dos pobres dos gringos...
Romário tem recusado entrevistas de tudo quanto é canto do planeta. Já disse não à jornais da Espanha, Itália, Argentina...Ninguém consegue tirar uma frase do Baixinho.
Nesta segunda-feira, quem esteve em São Januário foi um jornalista da Holanda, país onde o camisa 11 fez história pelo PSV Eindhoven. Patrick Van Heezicj diz que está atrás de Romário desde 1988. Trouxe consigo uma edição da revista \"O Cruzeiro\", de 1962, com fotos da seleção brasileira bicampeã mundial naquele ano, para presenteá-lo. Em vão.
- Na Holanda, Romário só falava em coletivas também - diz Patrick, confirmando que os hábitos do craque não mudaram em quase 20 anos. - Não gostava de dar estrevistas e também tinha problemas com os treinos. Várias vezes chegava atrasado - completa.
Como já era esperando, o gringo deixou São Januário sem a sonhada entrevista, já que, ao descer para a coletiva, recebeu o comunicado de que o Baixinho, àquela altura, já estava longe da Colina...Como sempre.