Valorizado no mercado por conta da trajetória meteórica na carreira e protegido pela diretoria mesmo com o início ruim no Campeonato Brasileiro, o técnico Doriva deixou de ser uma unanimidade no Vasco após a nona partida sem vitória da equipe e terá sua situação avaliada pela diretoria durante a semana.
Embora o presidente Eurico Miranda reforce o discurso de que não se deixa influenciar por pressão e que não tem a filosofia de demitir treinadores com pouco tempo de trabalho, ele percebe que a insatisfação com os resultados aumenta internamente.
Conta a favor de Doriva a atitude que o mesmo tomou ao recusar uma sedutora proposta do Grêmio mês passado, quando o clube gaúcho ofereceu salários de R$ 300 mil, o que equivale a cerca de três vezes mais do que recebe no Vasco.
Há correntes, porém, que alegam que o técnico já não consegue mais dar "liga" ao time e não dá chances a jovens promessas, como o meia Matheus Índio e o atacante Mosquito, dando prioridade a outros contestados pela torcida, como Yago e, recentemente, Marcinho, que acabou pedindo a rescisão de seu contrato.
Enquanto sua situação não se define, ele pede o apoio do torcedor:
"Nesse momento, a gente precisa do nosso torcedor. O verdadeiro vascaíno vai vir para nos ajudar a nos superarmos e nos recuperarmos na tabela"
Doriva tem contrato com o Vasco até dezembro de 2015 e o clube tem prioridade numa renovação.