Técnico do Paragauai exalta Galarza, cria do Vasco
O técnico Gustavo Alfaro exaltou os jogadores paraguaios após a eliminação para a França na fase 16 avos de final da Copa do Mundo.
Neste sábado (4), na Filadélfia, o Paraguai se despediu do Mundial ao perder para a França, por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado por Kylian Mbappé, de pênalti, aos 25 minutos do 2º tempo.
Na coletiva depois do jogo, Alfaro exaltou seus comandados. Ex-volante de Vasco e Coritiba, o meia Galarza foi bastante elogiado pelo treinador, assim como o goleiro Orlando Gill.
"Como eu dizia aos jogadores, vamos enfrentar jogadores que disputam a Bola de Ouro, o artilheiro histórico das Copas do Mundo. Nós temos garotos que não conheceram seus pais, ou que demoraram oito anos para conhecer seus pais, que passaram por dramas muito severos. E isso não é uma justificativa. Eu digo que, apesar de tudo, é possível", destacou.
"Se dermos mais hierarquia a isso, e se esses garotos, no dia de amanhã, tiverem a possibilidade, depois da demonstração, talvez Galarza não pudesse jogar no River. Ah, claro, pode jogar contra a Alemanha, pode jogar contra a França, mas não pode jogar no River. Tudo bem, Galarza pode jogar em qualquer time do mundo", afirmou o treinador.
"O “Flaco” Gill, vocês sabem há quanto tempo ele não recebe salário? Teve que vender suas roupas para salvar a vida da filha. Qual time do mundo não gostaria de ter um goleiro como Orlando? E assim, Cubitas e todos os demais, todos, todos. Espero que isso se reverta em benefício dos jogadores e em benefício do Paraguai", completou.
Alfaro, porém, não se dá por satisfeito com a campanha realizada pelo Paraguai e já começou a planejar o Mundial de 2030.
"É muito difícil te dizer isso, mas para mim eu queria tentar uma revolução no Paraguai. Conseguimos chegar até a Copa do Mundo. Eu queria, sinceramente, ter ido mais longe. Era algo que eu sentia por dentro. Por isso vou embora com essa dor. O que vai acontecer depois, eu não sei. Porque, para continuar aqui com o que foi feito até agora, não basta. Da mesma forma que eu disse depois que classificamos para a Copa do Mundo, quando estávamos no Peru, o que fizemos até aqui não basta para uma Copa do Mundo. E da mesma forma, o que fizemos até aqui não basta para o Mundial de 2030. Então aqui é preciso trabalhar. É preciso trabalhar muito. É preciso começar a trabalhar amanhã", comentou.